(Verso 1) Vento frio morde costuras puídas Neon pisca, sonhos fraturados Sombras se esticam como ossos quebradiços A cidade zumbe, mas estou sozinho (Verso 2) Fantasmas com bico de aço em becos Hálito de cerveja velha e últimos dias bons Dedos dormentes, meu estômago geme A esperança é uma partida que sempre falha (Refrão) Onde até os ratos são magros E a misericórdia é apenas uma piada A lua vira o rosto em pena Enquanto a fome envolve minha garganta Aqui até os ratos são magros! (Verso 3) Fogos de lixo queimam como piras funerárias Paredes de papelão, encharcadas em suspiros em coro Sirenes uivam, outra perdida A vida é curta, mas a morte é um custo (Verso 4) Cicatrizes mapeiam histórias, rasgadas e desfiadas Orações de lábios rachados que a noite não salvará Cães comem melhor, moedas significam hálito Um golpe ruim pode dar boas-vindas à morte (Refrão) Onde até os ratos são magros E a misericórdia é apenas uma piada A lua vira o rosto em piedade Enquanto a fome envolve minha garganta Aqui até os ratos são magros! Aqui até os ratos são magros! Aqui até os ratos são magros! (Ponte) Sonhos se dissolvem em ralos de esgoto Pés continuam se movendo, afogam a dor Ainda cuspo, ainda luto Ainda acordo outra noite (Refrão) Onde até os ratos são magros E a misericórdia é apenas uma piada A lua vira o rosto em piedade Enquanto a fome envolve minha garganta Aqui até os ratos são magros! (Outro) A aurora se aproxima, uma ladra silenciosa Rouba minha raiva, mas não minha tristeza Mais um dia, mais um pecado Ainda muito punk para deixá-los vencer [Fim]
